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[Livro] O Trono de Fogo

Título: O Trono de Fogo (The Throne of Fire)
Autor: Richard Russell “Rick” Riordan, Jr.
Editora: Intrínseca

Obs: Como já faz algum tempo que li este livro, é provável que alguns dos nomes e termos estejam meio escrito errados (nomes egípcios não são tão simples assim rs).

Segundo livro da Crônica dos Kane, a continuação da pirâmide vermelha retoma do ponto onde o outro livro havia parado, apenas alguns meses depois. O décimo oitavo nomo, mais especificamente uma mansão escondida magicamente no Brooklyn. Carter e Sadie Kane, os dois irmãos gêmeos que carregam duas linhagens sanguíneas faraônicas importantes (Narmer e Ramesés) receberam várias outras crianças com o sangue dos faraós como resposta da mensagem que enviaram no final do primeiro livro.

Durante este meio tempo os dois irmãos treinaram essas crianças e jovens, mas Apófis não estava mais na prisão de que Rá o havia deixado e agora estava prestes a escapar de seu cativeiro para devorar o sol e destruir o mundo. O de sempre.

Os dois agora estavam empenhados em despertar Rá, o deus sol que estava aposentado desde os tempos mitológicos. A história começa com uma invasão a um museu pelos dois irmãos e mais dois alunos para roubar uma das três partes do livro de Rá, necessário para despertá-lo. O plano é em parte bem sucedido e em parte catastrófico: o pergaminho fora roubado, enquanto Jez (uma das alunas) ficou em coma. Quando voltam encontram o tio Kane, Amós, finalmente volta do tempo em que esteve se recuperando no primeiro nomo (que fica no Egito) para ajudar, mas a situação não era tão simples.

Apófis estava mesmo acordando, os deuses antigos não gostavam nem um pouco da ideia de despertar um deus que já havia deixado seu posto a milanos enquanto toda a hierarquia do panteão já havia evoluído, e a casa da vida ainda não ia com a cara dos planos Kane de retomar a antiga magia egípcia, ligada aos deuses. Ou seja, inimigos por todos os lados, e como se isso já não fosse suficiente, na casa da vida surge Vladimir Menshikov, um vilão seguindo rigidamente todos os arquétipos mais clássicos de vilão, com seu terno branco, aparência deformada (seu rosto havia sido completamente queimado) e planos malucos. Ele na verdade estava infiltrado na casa da vida, sugando as energias vitais do sacerdote-leitor chefe, Michael Desjardins, enquanto planejava ajudar a grande cobra do caos com seu plano de destruir o mundo, e ele usaria até mesmo Set para ajudá-lo.

Com todos esses problemas, os heróis devem encontrar todas as partes do livro e depois refazer o caminho do barco de Rá pelo Duat. O livro segue exatamente o mesmo padrão do anterior, ou seja, se você gostou do primeiro, não é difícil gostar do segundo, com uma história legal e ritmo contínuo. Algumas mudanças a serem citadas são a entrada de Bes, o deus anão feioso, como “deus guardião auxiliar” no lugar de Bastet. Uma mudança interessante, pois Bes é mais engraçado. Uma outra mudança parece ter sido uma tentativa do autor de deixar o livro menos infantil… Colocando uma enorme dose de romance adolescente. Sadie agora estava com uma queda por um dos alunos, que tinha um problema (que não irei falar qual é), e agora resolver este problema entra em conflito com a paixonite que ela tinha por Anúbis. É clara a carga emocional adicional que o livro tem, acrescentando ciúmes, incertezas, corações quebrados, triângulos amorosos e momentos de muita choradeira. Acho que apenas isso emperra um pouco o andamento fluído da leitura.

Um outro ponto de observação é que enquanto no primeiro livro era apenas uma tendência, no segundo Sadie Kane assume descaradamente o posto de protagonista principal, sendo que seu irmão é até jogado fora da história por algum(s) tempo(s). Como eu disse antes sobre se identificar com livros, acho que o autor resolveu focar no público feminino, que pelo menos eu acho ter uma tendência para leitura maior que o masculino, para maximizar seu retorno. Não sou mulher, mas acho que se fosse eu iria gostar um pouco mais deste livro. Mas se eu fosse mulher eu também gostaria de Crepúsculo, então acho que ainda estou com um pequeno lucro.

Bazzinga.

  1. Kaio Rodrigues
    31/01/2012 às 9:21 am

    Concordo com a parte de crepúsculo. Nós homens estamos no lucro mesmo. kkkkkkkkkk desculpa, meninas, mas não resisti

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