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[Manhwa] Priest

priest

Título: Priest (프리스트)
Autor: Hyung Min-woo
Editora: Lumus

Já faz um tempo que li este aqui, mas como gostei, resolvi falar um pouco sobre. Priest é um manhwa, talvez o mais famoso deles no Brasil. Ele tem uma temática sombria, com horror sobrenatural e toques de fantasia e drama, tudo isso em um cenário western cheio de zumbis e tiroteios, inspiração declarada no jogo Blood. Um prato cheio para os que gostam do gênero.

Ele conta a história de Ivan Isaacs, um padre que depois de um jogo de intrigas criadas pelos servos do anjo caído Temozarela, viu sua amada (e irmã por adoção) Gena ser morta, e depois de ser forçado a fazer um ritual maligno  para libertar o dito anjo, foi morto também. Depois de morrer, ele fez um pacto com o demônio Belial em troca de uma oportunidade de vingança.

Priest 1

Primeiro volume da edição brasileira de Priest

Meio estranho até aí, um padre apaixonado pela filha do seu pai adotivo, um demônio lutando contra um anjo caído. Amor impossível, vingança, uma receita bem comum, aparentemente pouco promissor. Ela tem alguns diferenciais pelo seu enredo e uma mistura pouco comum de fatores, o que acaba atraindo para a história. Esta tem muita ação e violência, segue um ritmo bom com apenas algumas engasgadas. Existem poucas obras que unem estas características, e ainda menos aquelas em um formato de HQ. Como uma espécie de “mangá coreano”, o manhwa segue alguns pontos comuns a este, como volumes grandes, vários capítulos e miolo preto-e-branco. Mas em contrapartida sua ordem de leitura é a mesma que a ocidental, devido a forma de escrita do hangul. A edição brasileira tem como ponto negativo uma capa muito meia-boca na qualidade. A arte da capa teve alguns deslizes, mas foi melhorando com o desenrolar dos números. A capa da edição 15 é fabulosa em seus contrastes com as capas anteriores.

A arte também não tem quase nada em comum com os mangás, sendo que os traços estão mais perto de um Todd McFarlane do que de um mangaka. A arte em si é fabulosa, com boas expressões e detalhes, cenários suaves e ação marcante.

Temozarela

Temozarela em seus anos de ouro

O ritmo da história é bom, apenas com alguns problemas, como a repetição exaustiva de certas coisas em alguns dos primeiros números (em alguns deles a palavra herege chegava a ser repetida várias e várias vezes por página), algumas motivações não muito bem esclarecidas, o aspecto “romântico” não evoluiu muito a partir da trama inicial, e um erro de continuidade que me desapontou muito: *spoiler* O personagem teve seu braço arrancado em um combate com um dos anjos servos de Temozarela, que foi substituído pelo braço do próprio anjo posteriormente. Mas esse braço enxertado desapareceu em volumes posteriores. O próprio fato do Ivan ser poupado nesse combate não teve explicações pra lá de boas, e acabou restando a pergunta: Cadê o braço??? */spoiler*.

Mas apesar de tudo, é surpreendente como a história cresce. No começo parecia mesmo que o autor estava meio perdido, se encontrando na história, mas ele se encontra, organiza tudo e faz a história crescer em profundidade e coesão, com cenas muito boas, novos personagens surgindo, novos problemas criados e novas tramas, mais definidas, e situações muito tensas e emocionantes. Para mim, foi um prazer acompanhar essa obra.

E quando a história estava parecendo chegar em um ponto clímax, a série acaba. Algum problema com a editora coreana deram um hiato na série, ainda sem continuação depois de seu 16º volume. A parte boa é que já foi anunciado a adaptação da série em um filme, já adiado algumas vezes, sendo seu lançamento previsto para 2011. Ele também daria origem a um MMORPG, mas o projeto foi cancelado.

Eu gosto do gênero, logo sou suspeito em dizer que adorei Priest. Mas pela sua repercussão, que o deu uma projeção mundial aos manhwas, ainda acho que é algo digno de nota. Tem até um filme vindo por aí…

priest poster

Não é por nada, mas isso não parece nem um pouco com o Ivan...

Categorias:Análises Tags:, ,
  1. Quisso
    08/07/2010 às 2:53 pm

    Cadê o anúncio? Post patrocinado sem patrocínio?

  2. 10/07/2010 às 10:44 pm

    Muito bom, muito bom. Botei a Caixa Cinza nos links do Poleiro.

    E a arte parece ser bem interessante, mesmo – embora a premissa não tenha me empolgado…

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