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Olá mundo.

Whistle in the wind by Aaron Diaz

whistle in the wind by Dresden Codak

Caixa-preta, além daquela coisa que faz o registro de sons em aviões, também representa um sistema cuja estrutura interna é desconhecida, sabendo-se apenas a sua estrutura entrada-saída. Em oposição a isso estaria a caixa-branca, algo em que você sabe toda a estrutura interna. Junte os dois e você terá uma caixa cinza.

Isso não significa que você sabe e não sabe como o sistema é por dentro. A caixa cinza é famosa e mais facilmente exemplificável através da modalidade de teste de software. Resumidamente, um teste caixa-preta é aquele em que você analisa apenas os aspectos de entrada-saída, o teste caixa-branca é aquele efetuado diretamente no código fonte, enquanto que o teste de caixa cinza se possui acesso ao código-fonte, que é usado na formulação dos casos de testes, que são executados como uma caixa-preta.

Em outras palavras, na caixa-cinza você sabe como as coisas funcionam ou deveriam funcionar, mas não liga pra isso e age como se não soubesse. E no final das contas, na caixa-cinza você parece estar fingindo que sabe o que faz, enquanto faz tudo como se soubesse, mas não quisesse saber. E no final das contas, é como se realmente não soubesse.

Brincadeiras à parte, foi mais ou menos essa a inspiração para o título do blog. Na verdade essa foi a inspiração secundária, a primária foi o fato de ter chegado tarde na internet e ter ficado sem outros nomes possíveis.

Muitos dizem que histórias boas são aqueles desenroladas em cenários “cinzas”, em oposição ao “preto-e-branco” típico do maniqueísmo de histórias em que o herói é 100% bom, o vilão 100% mau, e por aí vai. Dizem que essa dicotomia é típica de histórias infantis, talvez para não confundir a criança ou imergí-la em algum conflito moral-ideológico. Ou seja, histórias cinzas seriam mais “maduras”.

Não concordo muito com isso, mas não estou aqui para discutir opiniões, e muito menos escolhi este nome significando que as coisas aqui serão complexas ou maduras demais. É mais como uma referência à parcialidade que podem emergir de um mundo complexo. Não procurem por respostas aqui. Ainda não tenho certeza sobre um tema fechado do blog (prefiro temas fechados do que ir ao sabor do vento), então por enquanto ficarei meditando no vazio da existência inerente (VEI). Vazio este excelentemente satirizado demonstrado na tira acima, uma forma de criticar um conceito complexo e ambíguo com humor (lembrem-se do ridendo castigat mores). Não será muito determinístico.

Eventos parcialmente observáveis, conclusões parcialmente incertas.

PS¹: Não estou muito satisfeito com o tema atual, mas ele é o que está se mostrando mais apto.

PS²: Caramba, esses outros blogs sobre a caixa-preta…

Categorias:Vazios
  1. 05/07/2010 às 1:19 pm

    Hi, this is a comment.
    To delete a comment, just log in, and view the posts’ comments, there you will have the option to edit or delete them.

    • 06/07/2010 às 10:47 am

      Thanks, Mr WordPress, for your explanation.

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